O que é cirurgia Crânio-Maxilo-Facial e o que ela pode tratar
Muita gente descobre a cirurgia Crânio-Maxilo-Facial pelo caminho mais longo: passa por vários consultórios, ouve que está tudo dentro do normal em cada exame isolado e continua sem entender por que respira mal, dorme mal ou não gosta do próprio perfil.
O que este texto responde
A cirurgia Crânio-Maxilo-Facial cuida dos ossos e das estruturas da face, do crânio à mandíbula, e da relação entre respiração, mordida e formato do rosto.
É área de atuação registrada no CFM sob o RQE 484261, e soma à especialidade de Otorrinolaringologia, RQE 48426.
Nem todo caso caminha para a cirurgia. O primeiro passo é entender o que está acontecendo, e a decisão é sempre compartilhada.
Eu escolhi trabalhar exatamente nesse ponto de encontro, onde a via aérea e a face conversam. É uma área de atuação (RQE 484261) que olha o rosto como um sistema, não como peças soltas cuidadas por gente diferente.
O que é a cirurgia Crânio-Maxilo-Facial?
A cirurgia Crânio-Maxilo-Facial é a área que cuida dos ossos e das estruturas da face, do crânio à mandíbula. Ela trata o que liga respiração, mordida e formato do rosto, olhando essas partes como um conjunto, e não como problemas separados que por acaso moram perto.
Para mim, é uma área de atuação (RQE 484261) que soma à minha formação de especialista em Otorrinolaringologia (RQE 48426). Uma cuida da via aérea, a outra da arquitetura da face, e é no encontro das duas que costumo enxergar o que passa despercebido quando cada parte é olhada sozinha.
Gosto de resumir assim: a respiração, a arcada dentária e o nariz conversam entre si. Quando um está fora do lugar, os outros sentem. É essa leitura de conjunto que dá nome ao meu trabalho.
O que a cirurgia Crânio-Maxilo-Facial pode tratar
Ela pode tratar desde a obstrução da respiração e a apneia do sono até desproporções entre a face e a mandíbula que afetam o modo de respirar e de mastigar. Também abrange reconstruções de trauma e de sequela, sempre conforme o que a avaliação de cada caso indica.
No dia a dia, os motivos que mais trazem pessoas ao consultório costumam ser:
- Obstrução respiratória que não melhora e atrapalha o sono;
- Apneia do sono, quando a via aérea colapsa durante a noite;
- Desproporções entre a mandíbula, a mordida e o restante da face;
- O quadro do respirador bucal, que reúne vários desses sinais;
- Reconstruções de trauma e de sequela da face, em ambiente hospitalar.
As reconstruções mais complexas, os casos de trauma e sequela e a cirurgia facial de afirmação de gênero acontecem em ambiente hospitalar, com equipe multidisciplinar. São frentes de maior porte, conduzidas com o cuidado que cada caso exige, e não se resolvem numa única conversa de consultório.
Por que olhar a face e a via aérea juntas?
Olhar a face e a via aérea juntas evita tratar só o sintoma da vez. Um nariz entupido, uma mordida que não fecha e um ronco costumam ser capítulos da mesma história, e é essa história inteira que orienta a melhor conduta, não cada queixa vista de forma isolada.
Essa visão de conjunto muda a própria pergunta. Em vez de perguntar qual parte está com defeito, passo a perguntar como essas partes trabalham juntas e onde o sistema perde eficiência. É uma diferença sutil, mas ela muda a conduta.
Repito bastante que o nariz é só a ponta do iceberg. Ele aparece primeiro, mas raramente conta a história sozinho. Por baixo estão a posição da mandíbula, o espaço da via aérea e o jeito como a face se organizou ao longo da vida.
Na consulta, mostro cada sinal, um a um, até a pessoa enxergar o próprio quadro. Uma vez que você vê, não consegue mais desver.
Pessoas que procuram a cirurgia Crânio-Maxilo-Facial
Procuram quem convive com respiração ruim, ronco, apneia ou incômodo com o perfil e a mordida, e também quem já passou por outros profissionais sem uma resposta que amarrasse tudo. Atendo em português, inglês e alemão, o que abre a porta para o paciente que vem de fora. O planejamento é feito com calma, com os cenários possíveis apresentados de forma clara, porque a decisão é sempre compartilhada.
Também é comum chegar quem foi orientado por um dentista ou por um ortodontista, porque a mordida e a face entram no mesmo raciocínio. Falo a língua desses profissionais e trabalho em conjunto com eles quando o caso pede.
Nem todo caso caminha para a cirurgia, e faço questão de dizer isso logo. O primeiro passo é entender o que está acontecendo. Para conhecer a lógica dessa leitura integrada, dá para ler a página da cirurgia Crânio-Maxilo-Facial, a da cirurgia da face e da respiração e conhecer um pouco da minha história.
A avaliação em cirurgia Crânio-Maxilo-Facial
A avaliação começa pela sua história, não por um exame solto. Escuto o que te trouxe, desenho o que está acontecendo na sua face e na sua via aérea e mostro os sinais um a um, até você enxergar o próprio quadro com clareza.
Trabalho com a ideia de lição de casa: nem tudo se absorve em poucos minutos, então indico temas para você pesquisar e voltar com as suas dúvidas. A consulta vira uma conversa que continua, não um veredito de dez minutos.
No fim, apresento os cenários possíveis, com as vantagens e os limites de cada um, e decidimos juntos o próximo passo. Quando há cirurgia envolvida, um protocolo de equipe acompanha cada etapa, do preparo ao pós-operatório.
Perguntas frequentes sobre cirurgia Crânio-Maxilo-Facial
A cirurgia Crânio-Maxilo-Facial é uma cirurgia estética?
Não é uma cirurgia estética, ainda que a face possa mudar de aparência como consequência. O foco é funcional e estrutural: respiração, mordida e a relação entre os ossos da face. Qualquer mudança no perfil vem junto da correção funcional, nunca como objetivo isolado.
Quem vem de outra cidade ou país consegue ser atendido?
Sim. Parte dos pacientes chega de fora de São Paulo e do exterior, e o atendimento é feito em português, inglês e alemão. A avaliação e o planejamento são organizados para essa realidade, respeitando o tempo de deslocamento e o acompanhamento à distância.
Toda alteração da face precisa de cirurgia?
Não. Muitos quadros não chegam à cirurgia. A conduta depende da avaliação, do impacto na respiração e no dia a dia e do momento de vida de cada pessoa. A decisão é tomada em conjunto, com os caminhos possíveis apresentados de forma clara.
Avaliação em cirurgia Crânio-Maxilo-Facial com o Dr. Alfredo Lara
Se você se reconheceu nessa leitura de conjunto, o passo seguinte é uma avaliação que olhe a sua face e a sua respiração ao mesmo tempo, sem pressa e sem susto. É assim que costumo começar: entendendo a história inteira antes de falar em qualquer conduta.
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Dr. Alfredo Lara
Cirurgião Crânio-Maxilo-Facial, área de atuação, RQE 484261 · Especialista em Otorrinolaringologia, RQE 48426 · CRM-SP 126481
Formado em Medicina pela FAMERP, atua na avaliação integrada da via aérea e da estrutura da face, com atendimento no Itaim Bibi, em São Paulo, e cirurgias em hospitais de alta complexidade. Atende em português, inglês e alemão.
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