TrRonco e apneia

Como é a primeira consulta para ronco e apneia

Quase ninguém marca essa consulta sozinho. Como a pessoa chega meio a contragosto, e já cansada de ouvir explicações diferentes, faz diferença saber de antemão o que vai acontecer ali dentro.

Publicado em26 de outubro de 2026
Dr. Alfredo Lara
Autoria e revisão técnica
Dr. Alfredo Lara
Cirurgião Crânio-Maxilo-Facial, área de atuação, RQE 484261 · Especialista em Otorrinolaringologia, RQE 48426 · CRM-SP 126481
Em resumo

O que este texto responde

A consulta começa pela história: como é a sua noite, como é o seu dia e há quanto tempo isso mudou.

O exame procura responder duas coisas: onde a via aérea fecha e quanto ela fecha. Uma pergunta não substitui a outra.

O exame de sono entra quando há suspeita de apneia. Suspeita clínica não fecha diagnóstico.

Você sai da consulta entendendo o seu caso e o que ainda falta medir. Quando há indicação, os cenários são apresentados com vantagens e limites de cada um.

Atendimento por hora marcada no Itaim Bibi, em português, inglês e alemão. A cobertura depende do plano e da indicação clínica documentada, e a recepção orienta antes.

Quase ninguém marca essa consulta sozinho. Vem empurrado pela companheira que não dorme, pelo dentista que reparou na arcada, pelo clínico que pediu um exame de sono meses atrás e nunca teve resposta.

Como a pessoa chega meio a contragosto, e já cansada de ouvir explicações diferentes, faz diferença saber de antemão o que vai acontecer ali dentro.

O que acontece nos primeiros minutos

Eu levanto, recebo na porta, cumprimento e trato a pessoa pelo nome. Faço isso em qualquer lugar, com qualquer paciente. Pode parecer detalhe, e não é: a conversa que vem depois depende de a pessoa estar à vontade para contar o que realmente incomoda.

Uma das primeiras perguntas costuma ser: você trabalha com quê? Não é conversa de aquecimento. É como eu descubro de que mundo vem a pessoa, para explicar o caso dela com exemplos do dia a dia dela, e não com o vocabulário do meu.

O que eu pergunto antes de examinar

A primeira parte da consulta é de história clínica. Como é a sua noite, como é o seu dia, há quanto tempo mudou e o que já foi tentado. É nessa conversa que a maior parte do caso se desenha, antes de qualquer aparelho encostar em você.

As perguntas costumam passar por sono, energia, rotina e histórico. Quantas vezes você acorda. Se acorda com a boca seca. Se dorme com um copo d’água na cabeceira. Se cansa mais que os outros numa caminhada.

Se o peso mudou nos últimos anos. Se o ortodontista já falou que a mordida não fecha. Se alguém já gravou o barulho da sua noite.

Quem vem acompanhado costuma trazer a informação mais útil da consulta, porque quem ronca raramente sabe como ronca.

O exame: onde a via aérea fecha e quanto ela fecha

O exame procura responder duas perguntas diferentes. Onde o caminho do ar se fecha é uma pergunta de anatomia, respondida no consultório.

Quanto ele se fecha é uma pergunta de fisiologia, respondida pelo exame de sono. As duas são necessárias antes de qualquer conduta.

  • Exame otorrinolaringológico completo, com avaliação da passagem nasal;
  • Endoscopia nasal e da faringe, feita no próprio consultório;
  • Leitura da relação entre maxila, mandíbula, língua e via aérea;
  • Avaliação da face e da arcada dentária, com o que ela conta da respiração;
  • Polissonografia ou exame de sono domiciliar, conforme o caso.

A diretriz da American Academy of Sleep Medicine sobre avaliação, manejo e cuidado de longo prazo da apneia obstrutiva em adultos (Epstein e colaboradores, 2009) coloca o exame clínico completo, incluindo a avaliação craniofacial, como parte da investigação, e trata o acompanhamento como algo que continua depois do tratamento escolhido.

Sempre que possível, eu concentro essa avaliação numa consulta só. A ideia é que você saia entendendo o próprio caso, e não com mais uma lista de encaminhamentos na mão.

Os desenhos e a lição de casa

Eu desenho muito. Mostro no papel por onde o ar passa, onde ele encontra o aperto e o que a estrutura da sua face tem a ver com isso. Depois mostro no espelho, sinal por sinal, o que eu estou vendo quando olho para você.

Esse é o momento que eu chamo de aprender a ler a face. Costuma ser o ponto em que a pessoa junta coisas que ouviu de cinco profissionais diferentes e nunca tinham conversado entre si. Uma vez que você vê, você não consegue mais desver.

No fim, eu digo a mesma coisa: você não vai absorver tudo isso em cinco minutos. Dou alguns temas para você pesquisar, você vai atrás com calma e depois me chama. Todos os meus pacientes têm o meu contato, porque eu acho que o médico precisa ser encontrado.

O que você sai sabendo, e o que ainda não dá para saber

Da primeira consulta você sai com a leitura do seu caso, a hipótese diagnóstica, o que falta medir e quais caminhos existem. O que não sai pronto é a indicação definitiva quando ainda falta exame. Indicar sem medir seria opinião vestida de conduta.

Quando o quadro já está documentado, eu apresento os cenários possíveis com o que se sabe de cada um: o que exige de rotina, o que costuma melhorar, o que não melhora e o que ainda é incerto. A decisão sai dessa conversa, com você no centro dela, ancorada no exame e na sua vida.

Também digo desde a primeira conversa que apneia é condição a manejar ao longo do tempo, não um problema que se encerra numa data. Mesmo com boa resposta ao tratamento, o acompanhamento continua.

Como se preparar e o que levar

Não é preciso preparo especial. O que ajuda é chegar com o histórico organizado, porque boa parte do tempo da consulta se ganha quando o que já foi feito está na mesa, em vez de ser reconstruído de memória.

  • Exames de sono anteriores, mesmo antigos;
  • Relatórios de cirurgias prévias de nariz, garganta ou face;
  • Documentação ortodôntica e tomografias, se houver;
  • Lista dos medicamentos em uso;
  • Se possível, a companhia de quem dorme ao seu lado.

O atendimento é por hora marcada, no consultório do Itaim Bibi, em São Paulo, em português, inglês e alemão. A cobertura depende do plano e da indicação clínica documentada, e a recepção orienta sobre isso antes da consulta.

O que acontece depois, se houver cirurgia

Se o caso caminhar para cirurgia, a condução deixa de ser só minha e passa a ser da equipe, com etapas definidas. Isso não é formalidade: é o que dá previsibilidade a um procedimento de face, que tem muitas variáveis.

Existe uma consulta pré-cirúrgica comigo, independentemente do tempo que você seja meu paciente. A enfermagem entra em contato nos dias que antecedem a cirurgia para repetir as orientações.

O anestesista faz uma teleconsulta antes, sempre da mesma equipe, para manter o padrão. As orientações vão por escrito, além de verbais.

No pós-operatório, o consultório entra em contato no primeiro, no terceiro e no sétimo dia, e o acompanhamento segue depois disso. E eu repito a frase que mais importa nessa fase: metade do resultado é o que você faz no pós-operatório.

Perguntas frequentes sobre a primeira consulta de ronco e apneia

Preciso levar o exame de sono para a primeira consulta?

Se você já tem, leve, mesmo que seja antigo. Se não tem, a consulta acontece do mesmo jeito: parte da avaliação é clínica e feita ali, e o exame de sono é solicitado quando a suspeita justifica. Chegar sem exame não atrasa a investigação.

A consulta já define se vou operar?

Nem sempre, e quase nunca quando falta documentação. A primeira consulta define a hipótese, o que precisa ser medido e quais caminhos existem. A indicação só se sustenta quando o exame mostra onde e quanto a via aérea fecha.

Meu problema parece ser só o nariz. Ainda assim vale essa avaliação?

Vale, e é justamente o quadro mais comum. O nariz costuma ser a parte visível de uma história maior, principalmente quando existe cansaço e sono ruim junto. A avaliação serve para confirmar se o nariz explica tudo ou se ele é uma parte do conjunto.

Agendamento de avaliação de ronco e apneia com o Dr. Alfredo Lara

Se você chegou até aqui, provavelmente já tentou explicar esse cansaço de outras formas. A consulta existe para transformar um conjunto de sinais soltos numa leitura única do seu caso, com o que dá para fazer a partir dela.

Atuação na via aérea e na Cirurgia da Face, em São Paulo. Atendimento por hora marcada, no Itaim Bibi.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico. Cada caso tem particularidades que só uma avaliação presencial pode identificar. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure Dr. Alfredo Lara (Alfredo Lara Gaillard) · CRM-SP 126481 · Cirurgião Crânio-Maxilo-Facial, área de atuação, RQE 484261 · Especialista em Otorrinolaringologia, RQE 48426, ou outro profissional da sua confiança.
Dr. Alfredo Lara

Dr. Alfredo Lara

Cirurgião Crânio-Maxilo-Facial, área de atuação, RQE 484261 · Especialista em Otorrinolaringologia, RQE 48426 · CRM-SP 126481

Formado em Medicina pela FAMERP, atua na avaliação integrada da via aérea e da estrutura da face, com atendimento no Itaim Bibi, em São Paulo, e cirurgias em hospitais de alta complexidade. Atende em português, inglês e alemão.

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